Economia Brasileira Vibe um Cenário de "Equilíbrio Precário" (21/05) - Agita Recife

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Economia Brasileira Vibe um Cenário de “Equilíbrio Precário” (21/05)

Avaliação da IFI: Governo Consegue Cumprir Metas Fiscais, Mas Deficits Primários Seguem Recorrentes

Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), o atual arcabouço fiscal brasileiro se sustenta graças ao uso de descontos legais e à banda de tolerância em torno do centro da meta fiscal. No entanto, a entidade alerta que os déficits primários efetivos seguem recorrentes, o que significa que o governo continua gastando mais do que arrecada nas despesas primárias.

Além disso, a IFI destaca que a dívida pública mantém uma trajetória preocupante de crescimento. O relatório também analisa o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, que deve ser votado pelo Congresso até 17 de julho de 2026.

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Previdência Continua como Ponto de Pressão

A IFI também avalia que a previdência continua como um ponto de pressão nas contas públicas. As despesas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) voltaram a crescer em termos reais depois de 2021, correspondendo a 8,1% do PIB e 42,9% das despesas primárias totais da União em 2025.

De acordo com o relatório, o aumento do número de aposentadorias urbanas e rurais, além da expansão de benefícios como o auxílio por incapacidade temporária, reforça a pressão estrutural sobre as contas públicas.

Lei de Diretrizes Orçamentárias 2027

O RAF também analisa o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, que deve ser votado pelo Congresso até 17 de julho de 2026. A IFI avaliou os parâmetros macroeconômicos utilizados pelo governo para embasar a proposta, como projeções de crescimento do PIB, inflação, taxa Selic, câmbio, arrecadação e desemprego.

Segundo a IFI, o cenário se torna cada vez mais desafiador diante das metas previstas para o resultado primário: 0,5% do PIB em 2027, 1,0% em 2028, 1,25% em 2029 e 1,5% em 2030.

Os diretores da IFI, Marcus Pestana e Alexandre Andrade, ressaltam que as divergências nas projeções para inflação, crescimento econômico, juros e câmbio produzem diferenças relevantes nas estimativas de arrecadação, despesas, resultado primário e evolução da dívida pública nos próximos anos.

O relatório completo pode ser consultado no portal da Instituição Fiscal Independente.

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