SRAG: Número de Casos Continua a Crescer em Toda a Faixa Etária (28/05) - Agita Recife

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SRAG: Número de Casos Continua a Crescer em Toda a Faixa Etária (28/05)

O Alerta de SRAG: Um Problema de Saúde Pública em Todo o País

Os dados do mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quinta-feira (28), revelam um cenário preocupante em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. O número de casos de SRAG continua a crescer em todas as faixas etárias, afetando não apenas as pessoas mais vulneráveis, como idosos e crianças, mas também a população em geral.

De acordo com o levantamento, o avanço das ocorrências está relacionado principalmente ao aumento das hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela influenza A. Os casos de SRAG associados ao VSR seguem em alta em todos os estados das regiões Sudeste e Sul, além de grande parte do Nordeste.

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Embora haja sinais de estabilização ou queda nas notificações nos demais estados do Centro-Oeste, além de localidades do Norte e do Nordeste, a situação continua a ser preocupante. Além disso, os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que o aumento dos casos de SRAG entre crianças de até quatro anos tem sido impulsionado principalmente pelo VSR.

Vacinação e Cuidados: A Importância da Prevenção

A pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação neste período de maior circulação de vírus respiratórios. Segundo ela, as vacinas contra influenza e VSR ajudam a reduzir o risco de agravamento da doença e de mortes.

Tatiana Portella também recomenda medidas de prevenção, como cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar objetos de uso pessoal, lavar as mãos com frequência, usar máscara em caso de sintomas respiratórios e evitar contato próximo com outras pessoas ao apresentar sinais de gripe ou resfriado.

Capitais em Alerta: 17 Capitais Brasileiras com Níveis de Alerta, Risco ou Alto Risco

O InfoGripe aponta que 17 capitais brasileiras apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento de longo prazo. Entre elas estão Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).

Prevalência dos Vírus: Uma Análise Detalhada

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte: 22,4% de influenza A, 4,7% de influenza B, 47,6% de VSR, 23,9% de rinovírus e 2,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi: 51,2% de influenza A, 7,2% de influenza B, 13,4% de VSR, 17,2% de rinovírus e 9,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

É importante lembrar que a SRAG é uma doença grave que pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade ou condição de saúde. Portanto, é fundamental tomar medidas de prevenção e vacinar-se contra influenza e VSR para reduzir o risco de agravamento da doença e de mortes.

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