Recursos do FCO mais que dobram em 15 anos no Centro-Oeste (10) - Agita Recife

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Recursos do FCO mais que dobram em 15 anos no Centro-Oeste (10)

Desenvolvimento Econômico no Centro-Oeste: FCO é Instrumento de Crescimento

Os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) têm sido fundamentais para o desenvolvimento econômico da região. Desde a recriação da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) em 2011, as aplicações do FCO mais que dobraram, saltando de R$ 6 bilhões para R$ 14,6 bilhões em 2026. Essa política de crédito promovida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) tem sido eficaz em enfrentar as desigualdades sociais e promover o crescimento econômico na região.

Na última quarta-feira (10), o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, destacou que os principais marcos da evolução econômico-social no Centro-Oeste aconteceram a partir de 2023. A criação de novas linhas de financiamento voltadas para a inclusão social e o fortalecimento da governança na Sudeco tem sido fundamental para o sucesso do FCO. “É a primeira superintendência que está conseguindo romper a barreira de desigualdade entre as regiões prioritárias das regiões mais desenvolvidas no Brasil”, ressaltou o secretário.

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Para promover um desenvolvimento mais igualitário e sustentável, a atual gestão do MIDR implementou uma série de soluções de financiamento ao setor produtivo e aos micro, pequenos e mini empreendedores urbanos e rurais, que têm condições facilitadas. A estruturação da operação do Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), também chamado Microcrédito Pertinho da Gente, destinado aos agricultores familiares, tem sido um exemplo de sucesso. Até 2023, não se fazia microcrédito nem no Centro-Oeste, nem no Norte, mas agora mais de 3 mil famílias já foram beneficiadas, movimentando aproximadamente R$ 42 milhões.

A implementação de linhas de financiamento, como FCO Mulheres Empreendedoras, FCO Pantanal e Cerrado, FCO Armazenagem, FCO Quilombo,  FCO Jovens Empreendedores e FCO Turismo Agroecológico, demonstra a capacidade do fundo de se modernizar. “Não se faz política pública sem instrumentos de financiamento”, observou a superintendente da Sudeco, Luciana Barros. “Os micro e pequenos negócios absorvem aproximadamente 76% dos recursos do FCO”, concluiu.

A gerente geral da Unidade de Estratégia Governo do Banco do Brasil, Michele Alencar, citou o impacto do FCO Mulheres Empreendedoras, que apesar de ter sido criado em 2023, já possibilitou a contratação de R$ 5 bilhões. “Estamos falando de uma linha que tem dois anos e meio, mais ou menos, ativa. Recurso que está indo na mão de empreendedoras femininas e que faz a diferença viabilizando novos empregos e a geração de renda”, pontuou a gerente.

A Caixa Econômica Federal, como uma das principais operadoras dos recursos do FDCO, reforçou a relevância desse instrumento, que registrou um investimento de R$ 3 bilhões entre 2014 e 2025, impulsionando mais de R$ 15 bilhões em novos investimentos na região Centro-Oeste. O superintendente de Rede da Caixa, Danilo Tangerino, destacou a consolidação dessa parceria histórica e o fortalecimento do diálogo com o setor empresarial.

Em resumo, o FCO tem sido um instrumento fundamental para o desenvolvimento econômico do Centro-Oeste, promovendo a inclusão social e o crescimento econômico. Com a implementação de novas linhas de financiamento e a parceria com instituições financeiras, é possível que a região continue a crescer e desenvolver-se de forma sustentável.

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