FPA contesta valores da União para renegociação das dívidas de produtores rurais (segunda-feira, 12) - Agita Recife

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FPA contesta valores da União para renegociação das dívidas de produtores rurais (segunda-feira, 12)

FPA contesta valores da União para renegociação das dívidas de produtores rurais

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) entrou em campo para contestar os valores divulgados pelo governo federal para a renegociação das dívidas de produtores rurais. De acordo com os cálculos da entidade, o custo para a União seria de até R$ 5 bilhões por ano, totalizando R$ 65 bilhões ao longo de 13 anos. Essa estimativa é bem menor do que a prevista pelo Ministério da Fazenda, que projeta gasto de cerca de R$ 140 bilhões no mesmo período.

Os parlamentares e técnicos da FPA argumentam que os cálculos do Executivo não consideram critérios previstos no Projeto de Lei 5.122/2023, aprovado pelo Senado e em análise na Câmara dos Deputados. Entre os requisitos estão a apresentação de laudo que comprove perda de pelo menos 30% da renda em razão de eventos climáticos extremos em duas ou mais safras e a limitação do benefício a operações contratadas até 2025.

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Para o deputado federal Luiz Nishimori (PSD-PR), segundo vice-presidente da FPA na Câmara, a proposta não prevê perdão das dívidas e lembra que mecanismos semelhantes já foram adotados no país. “Nesse momento difícil, temos que tentar prorrogar essa dívida, como foi feito nos anos de 1977, 1978, adquirindo o título do governo e colocando juros mais acessíveis. Hoje, não tem como pagar esses juros de quase 20%. É um suicídio e nós temos que procurar uns juros mais adequados”, alertou Nishimori.

Seguro Rural: uma alternativa para reduzir riscos e ampliar o acesso ao crédito

Além da renegociação das dívidas, parlamentares e representantes do setor defendem mudanças na política de seguro rural como forma de reduzir riscos e ampliar o acesso ao crédito. O Projeto de Lei 2.951/24, aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e em análise no Senado Federal, prevê redução das taxas de juros e prioriza operações de crédito rural cobertas por mecanismos de garantia vinculados ao Fundo Catástrofe, destinado a assegurar a execução dos contratos e dar sustentação ao sistema.

Para o deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC), representante da FPA na Comissão de Meio Ambiente, a proposta pode reduzir a insegurança dos produtores diante das perdas causadas por eventos climáticos. “Com esse projeto, teremos mais segurança para os produtores façam investimentos, aperfeiçoem sua produção, com a garantia de que poderão permanecer na atividade ao final de um ano de trabalho”, avaliou.

A expectativa de ampliação dos recursos também é compartilhada por representantes do setor produtivo. Eles argumentam que o fortalecimento do seguro rural pode aumentar a estabilidade da atividade agropecuária e reduzir a necessidade de medidas emergenciais em situações de desastre climático.

Segundo Antônio Wiggers, presidente da Associação Empresarial de Lages (Acil), em Santa Catarina, a integração entre crédito e seguro contribui para a sustentabilidade financeira das propriedades rurais. “Reduz a dependência das medidas emergenciais do governo em qualquer momento de crise e também contribui para aumentar a resiliência de toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro”, completou Wiggers.

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