Eleições 2026: panorama regional de intenções de voto - Agita Recife

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Eleições 2026: panorama regional de intenções de voto

Introdução

Na última terça‑feira (8), a Pesquisa BTG/Nexus divulgou dados que revelam disparidades marcantes entre as regiões do Brasil na corrida pela Presidência da República de 2026. Enquanto o Nordeste se consolida como bastião de apoio ao Lula (PT), o Sul se posiciona como forte concorrente do Flávio Bolsonaro (PL). O Sudeste permanece equilibrado, e o bloco Norte/Centro‑Oeste favorece o candidato do PL, porém com margens mais estreitas.

Nordeste

No primeiro turno, Lula lidera com 54% das intenções de voto, superando em mais de duas vezes o Flávio Bolsonaro (23%). Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição com 11%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4% cada.

Em um segundo turno, a margem de Lula amplia-se: 59% contra 32% de Flávio. Esse resultado reforça a percepção de que o Nordeste permanece alinhado ao governo federal, com 60% dos entrevistados aprovando a gestão de Lula.

Além disso, 35% dos eleitores se autodenominam “lulistas convictos”, enquanto apenas 31% rejeitam o atual presidente. O índice de aprovação de Lula na região se distribui em 49% que o avaliam como “ótimo ou bom”, 18% como “regular” e 33% como “ruim ou péssima”.

Sul

O Sul apresenta uma dinâmica oposta: Flávio Bolsonaro lidera com 50% das intenções de voto, enquanto Lula fica em 22%. Os demais candidatos não ultrapassam 8% cada.

Na hipótese de segunda volta, a vantagem de Flávio se amplia para 65% contra 26% de Lula. Essa diferença reflete a forte desconfiança dos eleitores sul‑nordestinos em relação ao governo federal, com 72% desaprovando a gestão e 68% classificando-a como “ruim ou péssima”.

A região também registra a maior proporção de “bolsonaristas convictos” (34%) e a menor taxa de rejeição ao bolsonarismo (30%).

Sudeste

O Sudeste se destaca pela estreita margem entre os candidatos. No primeiro turno, Lula obtém 39% das intenções de voto, apenas quatro pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro (35%). Augusto Cury aparece em terceiro com 9%, enquanto os demais não ultrapassam 4% cada.

Na segunda volta, a diferença estreita persiste: Lula com 45% contra 44% de Flávio, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.

Quanto à avaliação do governo, a desaprovação supera a aprovação: 43% aprovam a gestão de Lula, 52% desaprovam. Em termos

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