Crédito rural na safra 2026/2027: R$ 65,7 bilhões já concedidos (julho a agosto de 2026) - Agita Recife

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Crédito rural na safra 2026/2027: R$ 65,7 bilhões já concedidos (julho a agosto de 2026)

Distribuição por região

Em julho e agosto de 2026, o Sul do Brasil liderou a concessão de crédito rural, contabilizando 22 631 operações que somaram R$ 11,7 bilhões. O Sudeste seguiu de perto, com R$ 9,6 bilhões, enquanto o Centro‑Oeste, Nordeste e Norte registraram, respectivamente, R$ 7,2 bilhões, R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão.

Apesar de dominar em volume, o Sul apresentou o menor valor médio por contrato, apenas R$ 516,5 mil, em contraste com o Nordeste, que registrou R$ 1,05 milhão, e o Centro‑Oeste, com R$ 1,03 milhão.

Segmentação

No total, 70 657 contratos de crédito rural foram firmados, sendo 23 478 dessas Cédulas de Produto Rural (CPRs). As CPRs representaram quase metade do volume, R$ 32,4 bilhões, enquanto as operações de custeio convencional atingiram R$ 23 bilhões (34,9 % do total). Entre os produtores empresariais, 12 bilhões foram destinados ao custeio, superando os 11 bilhões do Pronamp.

Para comercialização, R$ 4 bilhões foram concedidos, e 2,9 bilhões foram direcionados à industrialização. Operações de investimento, voltadas à compra de máquinas, equipamentos e modernização, totalizaram R$ 3,5 bilhões, com 428 milhões atribuídos ao Pronamp Investimento e 413 milhões ao RenovAgro.

Fontes de recursos

Os recursos obrigatórios lideraram o financiamento, somando R$ 9,9 bilhões. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada trouxe R$ 6,7 bilhões, enquanto a LCA Livre, de origem não controlada, representou R$ 7,6 bilhões.

Recursos equalizáveis

Segundo a Portaria MF nº 2 170, de 22 de julho de 2026, a previsão de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 alcança R$ 97,6 bilhões. Até o momento, foram disponibilizados R$ 10,9 bilhões, destinados a linhas de crédito com juros controlados, compensando a diferença em relação às taxas de mercado.

Esses números refletem a robusta demanda por financiamento no setor agrícola, evidenciando a importância de políticas públicas que assegurem crédito acessível e condições favoráveis para os produtores, especialmente em regiões com menor valor médio de contratos. O fortalecimento das CPRs e a diversificação das fontes de recursos apontam para um cenário de maior segurança financeira e potencial de crescimento na produção agropecuária brasileira.

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