De 19 de agosto a 10 de outubro, o Centro Cultural dos Correios abre a exposição Inefável Presença, que reúne nove artistas formados no Ateliê Oruniyá, na Tijuca, sob curadoria de Ayla de Oliveira.
A mostra apresenta desenhos e pinturas a óleo que, embora surgem de investigações individuais, compartilham a prática do ateliê, o estudo da tradição pictórica e a visão da pintura como espaço de transmissão, diálogo e continuidade.
O grupo nasceu em 2017 na UFRJ, quando Nelson Macedo, professor de desenho, convidou alunas para seu ateliê, onde conheceram Ana Moura. Sete anos de encontros semanais reuniram artistas como Anna Lívia Taborda Monahan, Laura Ribeiro de Castro, Maria Victória Santos, Paula Siebra, Lucas Moura e Renato Alvim, além de Ayla e Ana, formando uma comunidade de artistas que dialogam sobre cinema, poesia, arte popular e história da arte.
Na exposição, paisagens se transformam em atmosferas oníricas, figuras femininas se fundem à natureza, conchas simbolizam proteção e memória, cenas cotidianas revelam o imaginário popular e a luz cria portais e aparições, convidando o público a desacelerar e contemplar.
O título Inefável Presença reflete a ideia de que a pintura revela algo que não pode ser totalmente traduzido em palavras, mas que se manifesta na matéria, cor e luz, oferecendo ao espectador uma experiência de presença revelada.
Inefável Presença, curada por Ayla de Oliveira, abre no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 2026, e permanece até 10 de outubro. A mostra reúne nove artistas que exploram temas como memória, natureza, intimidade e o entrelaçamento de planos: Nelson Macedo apresenta paisagens etéreas; Ana Moura aproxima a figura feminina de elementos naturais; Ayla de Oliveira investiga o sagrado e o tempo; Anna Lívia Taborda Monahan cria cenas poéticas com luz e animais; Laura Ribeiro de Castro transforma conchas em símbolos de proteção; Maria Victória Santos reflete o cotidiano e o imaginário coletivo; Lucas Moura trabalha a força das águas; Renato Alvim explora a fronteira entre matéria e aparição; Paula Siebra foca na intimidade familiar.
A exposição destaca a continuidade da formação artística iniciada no Ateliê Oruniyá, evidenciando a permanência da obra na percepção do público. A entrada é gratuita, com acesso facilitado por rampas e elevador, e a visita está aberta de terça a sábado, das 12h às 19h.




